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sábado, 29 de outubro de 2011

A cada livro, o Brasil inteiro vira a página!

Leia para uma criança - Itau Social

Quem aprende a gostar de ler sabe escrever a própria história.

O Itaú realiza uma série de programas e parcerias para tornar o Estatuto da Criança e do Adolescente uma realidade para todos. E investe cada vez mais na qualidade da educação.

A educação muda o Brasil.

A Coleção Itaú de Livros Infantis foi criada pela Fundação Itaú Social para ajudar a despertar desde cedo o prazer pela leitura. Ela foi feita para você que também acredita que a educação é o melhor caminho para a transformação do Brasil.


E tudo isso  por quê?


A educação é um direito fundamental no desenvolvimento das crianças, na formação dos adolescentes e na ampliação da visão de mundo dos jovens cidadãos. Fundamental também para a garantia de outros direitos, como o acesso à cultura, saúde, lazer, convivência social e formação  profissional.


Investir na educação faz parte da nossa convicção de que todos podemos e devemos contribuir para a melhoria da vida das pessoas. Esse é o caminho para a construção de um país melhor, que partilha com todos suas conquistas sociais, econômicas e ambientais.


Peça já sua coleção e leia para uma criança!


http://www.itau.com.br/itaucrianca/


Fonte: http://www.itau.com.br/itaucrianca/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amar ajuda a viver melhor!


Pombos Apaixonados

Andamos nas nuvens,
voando de mãos dadas
e lá no alto do nosso amor, não tem ninguém.
Lá no alto, não importa mais nada.
-
Nós nos amamos
e, de tanto amarmos,
não enxergamos nada além do que queremos ver.
Não escutamos nada além do que queremos ouvir.
É só abraços. Só beijos. Só prazer.
-
Vamos cruzando os céus
nos enchendo de carinho
e depois de amarmos a lua… amarmos o sol,
pousamos nos braços um do outro:
dois pombos apaixonados no aconchego do nosso ninho.
-
Renato Araujo
www.renatoaraujo.com


Amar o outro não é sinônimo de não amar a si mesmo. Muitas pessoas amam mais ao outro que a si e isso não é saudável. O amor torna-se uma doença difícil de superar. A necessidade do outro é tanta que se algum dia esta pessoa for embora, leva junto nossa alegria de viver, nosso prazer de realizar as coisas cotidianas e nossa capacidade de voltar a amar. Muitos se sentem oprimidos por ser “responsável” pela felicidade do ser amado que não consegue encontrar forças para ser feliz por si mesmo. O ser idolatrado se sente mal, e muitas vezes culpado, por não corresponder a tanto “amor”.
Liberte-se! Viva um amor mais leve, mais livre! Seja feliz, ame muito, mas não esqueça que ainda que se amem muito, serão sempre pessoas diferentes que compartilham suas vidas, não um ser único.
Respeite a individualidad do outro e a sua também e verá como fica mais fácil ser feliz!


domingo, 10 de julho de 2011

Cego há 14 anos dirige filme com auxílio de sons e bengala

 O Fantástico foi até Brasília registrar as gravações do primeiro filme do diretor João Julio Antunes, de 44 anos. Por que esse amante da arte só agora conseguiu realizar seu grande sonho?
O Fantástico acompanhou os bastidores de um projeto original. João Júlio Antunes é o diretor. Ele ouve a cena, mas não enxerga.

“Cego? Como assim, um diretor cego? Mas a primeira reação que veio foi: eu preciso ver como isso funciona”, disse o ator João Campos.

O diretor usa os sons e tão fundamental quanto a câmera é a bengala. “Minha bengala tem 1m30, eu mais ou menos tenho essa noção. As pessoas ficam sem entender como eu meço os espaços”.

A equipe descreve para ele como vai ficar a imagem em todas as cenas. “Os olhos dele são os meus olhos”, diz o diretor.

“Eu estou criando a imagem do imaginário dele. Eu tenho que entrar na mente dele e ele dizer: ‘Eu quero isso’”, explica o diretor de fotografia Cláudio Luis de Oliveira.

João, de 44 anos, sabe o que quer. Cego há 14 anos, ele tem a memória repleta de imagens. Um grande branco é como João descreve sua visão. A dificuldade para enxergar começou na adolescência.

“O médico falou que tinha alguma coisa errada. ‘Até os 45 anos, você vai estar cego’. Eu fiquei cego com 30”.

João e os irmãos têm uma doença chamada retinose pigmentar. Uma das partes do olho é a retina, formada por células que recebem a luz. Na doença, essas células morrem aos poucos.

A visão periférica é a primeira a ser comprometida. A retinose pigmentar atinge uma em cada cinco mil pessoas e em metade dos casos pode passar de uma geração para outra.

“Alguns pacientes continuam com uma visão útil”, diz a genética ocular do HC - USP Simone Finzi.

A paixão pela arte é antiga. João era ator de teatro, mas a mãe, antes de morrer, há 20 anos, fez um pedido: “Você jura que você vai largar esse tal de teatro? Isso não dá camisa pra ninguém!”.

Ele também sofre de pressão alta, o que comprometeu seus rins. Em meio a uma crise, sonhou com a mãe.

“Aí eu falei: ‘Essa é a autorização pra eu voltar ao que eu gosto de fazer, cinema e teatro’. E aí foi quando eu comecei a correr atrás do meu sonho”.

‘Uma vela para Deus e outra para Beto’ é um filme simples e barato, com patrocínio público. A grande inovação do filme, que é feito todo em Brasília, é a possibilidade de inclusão de pessoas com deficiência. Isso acontece tanto no set de gravações, com um diretor cego, uma atriz cadeirante, quanto nas salas de cinema.

Haverá descrição falada das cenas para os cegos e linguagem de sinais para os surdos. “Mas não é um filme feito pra deficientes. É um filme feito pra todo mundo!”, esclarece o diretor.

“Acho que a arte tem um pouco essa função de quebrar limites. A visão é um detalhe”, finaliza João Campos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Audiodescrição permite que cegos ‘vejam’ filmes na TV


Com o recurso, o deficiente visual não perde informações da história. Um narrador descreve detalhes importantes, como a roupa dos personagens.
Neste domingo, o Fantástico mostrou uma reportagem muito interessante e decidi compartilhar com vocês. A Rede Globo agora vai oferecer audiodescrição nos filmes da Tela Quente! Mais uma vitória para os deficientes visuais!

Você pode achar estranho ouvir a narração durante as cenas do filme ‘O quarteto fantástico’ que vai ser exibido na Tela Quente na noite desta segunda-feira (4). O novo recurso é destinado a quem não consegue enxergar: a audiodescrição. Na cabine, o dublador aproveita os intervalos dos diálogos do filme e descreve tudo o que acontece nas cenas. 


Dessa forma, o deficiente visual não perde informações importantes da história. Tudo o que o diretor considerar relevante para o bom entendimento da história vai ser descrito pelo locutor, como detalhes de expressão e da roupa dos personagens. 

“É importante que tenha a essência da cena. Por exemplo, se em um determinado momento alguém olha para alguém com um olhar específico de desdenho, ou de malícia ou de admiração, e isso vai fazer futuramente parte da compreensão do texto, a gente descreve isso”, explica o diretor Pádua Moreira. 

Esse trabalho leva de quatro a cinco horas por filme, e a voz que descreve as cenas deve ser neutra. Não pode estar em nenhum dos personagens da história. “A pessoa que vai assistir à audiodescrição não pode ter a confusão se quem está falando é o personagem ou é quem está fazendo a audiodescrição”, ressalta o dublador Reinaldo Buzzoni. Inicialmente, as emissoras de TV com sinal aberto terão que oferecer pelo menos duas horas semanais de programação com recurso da audiodescrição, mas depois esse tempo vai aumentar para, no mínimo, 20 horas por semana - meta estipulada pelo Ministério das Comunicações, daqui a 120 meses, ou seja, dez anos. A partir da semana que vem, os filmes com audiodescrição serão exibidos sempre na Tela Quente, às segundas-feiras, e na Temperatura Máxima, aos domingos. Mas atenção: o recurso só está disponível nas TVs com sinal digital e foi preciso criar uma nova trilha de áudio com a narração. O acesso é feito pelo controle remoto da TV e varia de acordo com o aparelho. O telespectador deve sempre selecionar a segunda opção de áudio em português. “A gente exibe os nossos filmes com áudio em português dublado e o áudio em inglês original. Agora damos uma segunda opção de áudio em português, em que você vai ter o áudio em português adicionado à locução de audiodescrição”, reforça Eduardo Ferreira, gerente de engenharia de exibição e distribuição da TV Globo.



Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1666410-15605,00-AUDIODESCRICAO+PERMITE+QUE+CEGOS+VEJAM+FILMES+NA+TV.html


Fonte da imagem: http://blogdorina.files.wordpress.com/2011/06/orelha31.jpg?w=300&h=321

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mensagem de Superação




''A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim, em levantarmo-nos depois de cada queda.'' (Confúcio).

Não me peça para desistir. Acredito, sigo em frente porque só sei caminhar! Não me desanimo: caio, levanto, a volta por cima hei de dar. A força não está em mim: Para quem do céu herdou a promessa, a vitória é coisa certa; a questão é esperar. Por entre nuvens os anjos se puseram a anunciar: ''não te desespera'', não deixa o desânimo tomar conta de ti, tira os olhos das dificuldades e coloca-os em mim.Com a palavra, o céu desce a terra. Das alturas, rica fonte de entusiasmo: a direita do pai, a me guiar, aquele que ao enfrentar o adverso, foi grato exemplo da importância de aprender a superar. Com os olhos fitos nos céus, sinto o calor luminoso que rompe a barreira das nuvens que outrora foram de tempestade. Me banho junto às águas de bonança que seguem após a revolta das marés. Me conforto, ganho ânimo, e um novo carnaval assim eu faço: tudo o que renasce com maestria, todo aquele que enfrenta e vence o que lhe desafia, faz crescer o que imagino, para construir um carnaval.Na perda do amor que se foi, faço hora para o que virá. Se a saúde fizer despedida, espero ela voltar. Não há medo, vício, ou preconceito, que eu não possa enfrentar. Enfrento a perda e a dor, venço o medo com sabedoria, rimo a piada com o que não tem graça, lhe conto um conto, de sabedoria popular: Não tema o que lhe parece ''maior'', não te desespere diante ao que lhe parece impossível. Precisamos, dia-dia, enfrentar e derrubar nossos temidos gigantes!


Por isso vos digo como exemplo a lhe ofertar: Se o som for sepultado em meus ouvidos, faço melodia e canção no silêncio que habita a imaginação. Se na escuridão meus olhos me lançarem, solto a voz para a multidões, faço do canto, luz para iluminar.

Quando a dor me castigar, faço dela o incentivo para o entalhe mais perfeito da beleza de um altar. Se pobre eu nascer, se a vida me bater, se a dor me esmagar; abro sorriso ao adverso, luto de peito aberto, para as luzes da ribalta me consagarar! Se a vida me testar, tirar-me o que julgo precisar, se a firmeza das mãos me faltar, o dom de Deus resplandecerá e uma orquestra surgirá.

Na busca por superar, topo aceitar o desafio: Vou suar a camisa, correr distancias longas, meu corpo está posto a prova; certamente, eu chego lá! Quero um lugar no pódio, quero os louros da vitória, quero mérito por superar. Cambaleei, enverguei, não desisti, e exemplo me tornei!

Na luta pela conquista, sou herói, sou atleta! Recebo sopro divino, corro em linha reta, corro atrás de bola, um fenômeno surgirá. Alço as velas do meu barco e lavo minhas dores nas águas do azul que tinge o mar. Em águas cristalinas nado com a força de um tubarão, faço o mundo avançar em braçadas. Saltando próximo as nuvens, com os pés no chão, ou sobre rodas, o que me guia é a superação!

Na história do homem sobre a terra, exemplos ei de dar: Quando um homem ajuda um homem, não há dor coletiva que ele não possa se curar. Avança o dia, avança a noite. Corre o tempo, a tristeza fica pra trás. O que se expandiu junto a uma manhã que explodiu, hoje é a pagina virada, ''rosa desbotada'', que ninguém mais viu.

O que se destruiu, se reconstruiu. Onde o ''preto'' não era ''branco'', onde o ''branco'' não era ''preto'', levantou-se a voz da nova ordem a anunciar a união. Dando a mão a um irmão, tijolo por tijolo, lágrima por lágrima, erguemos um bem precioso, reconstruímos uma Nação.O vento sopra a bandeira verde e amarela e faz o exemplo de seus filhos brilharem em nossos olhos.São ''Joãos'', ''Marias'', ''Silvas'', ''moleques'' que correm descalços, trabalhadores do asfalto, gente que luta, gente que vence. São mulheres que rompem as barreiras das limitações. São homens que vencem a ''seca'' e o ''pau de arara'', para ocupar, quem sabe, o mais alto posto no comando da Nação. Jovens que ultrapassam os barracos da cidade. Mães que fazem da luta prova de superação. Homens e mulheres que levantam a poeira do chão, guerreiros que batem samba na palma da mão; a baiana que gira, o sorriso da velha-guarda, o passista que risca o chão, a bateria quer marca o pulsar do coração, ''gente que enverga mas não quebra'', gente que vem a ser o siginificado mais claro e puro para o nome SUPERAÇÃO!




Fonte: Grande Rio - sinopse do enredo do carnaval de 2012

Fonte da imagem

terça-feira, 21 de junho de 2011

Best-seller "Água para Elefantes" ganha versão em audiolivro


Um dos best-sellers de ficção deste primeiro semestre, ocupando durante semanas a primeira posição, "Água para Elefantes" ganhou este fôlego após o lançamento de sua versão cinematográfica.
O longa, estrelado por Robert Pattinson e Reese Witherspoon, adapta o romance escrito por Sara Gruen, que a editora Sextante republicou com a capa do filme. Agora, ganha também uma versão em audiolivro.

David James/Divulgação
O ator Robert Pattinson e o elefante Tai em "Água para Elefantes"
Em formato mp3, o cd traz quase doze horas de narração da história de Jacob Jankowski, um jovem de 23 anos que perdeu os pais em um acidente de carro.
Era época da Grande Depressão e o rapaz não havia sentido os efeitos da crise até tomar conhecimento que a casa estava hipotecada e não tinha nenhum dinheiro. Sem ter o que fazer, abandona a faculdade de veterinária e segue para a cidade.
No caminho, a pé, passa por um trem, no qual embarca sem saber do que se trata. Esta foi sua entrada no mundo do circo, tornando-se o tratador oficial da elefante Rose.
Porém, quando se apaixona pela bela Malena, mulher do apresentador, um homem cruel e de temperamento forte, tudo parece estar perdido.

Fonte: Folha.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Audiote Sal e Luz





Olá amigos,


Recebi por e-mail de uma amiga o link da Audioteca Sal e Luz e quero compartilhar com vocês!


A Audioteca Sal & Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.


Possui, hoje, mais de 1.700 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 2.700 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.
O objetivo da instituição é proporcionar, aos portadores de necessidades especiais, meios para a conquista de uma vida com qualidade.


Mais do que inclusão, desejamos viver numa sociedade que não exclua seus filhos, a despeito de todas as diferenças. Que essas diferenças sejam o estímulo necessário para nosso crescimento individual e para a construção de uma nação mais justa.


A Audioteca Sal e Luz teve início com uma pesquisa acerca da realidade do cego no Brasil em 1986. A percepção geral era de que muito pouco se fazia no país para atender às necessidades desse grupo. No ano seguinte, com um grupo de pessoas ligadas à Igreja Presbiteriana Betânia, tem início o Projeto Luz e Som, para a formação de uma biblioteca especialmente desenvolvida para pessoas com deficiência visual.


Em 1989, é criada a Instituição Tear, com 3 programas, dentre eles a Audioteca para a produção e distribuição de livros falados para deficientes visuais, que, em 1991, se estabelece definitivamente no centro do Rio de Janeiro.
Em 1998, a Audioteca Sal & Luz foi selecionada para concorrer, a nível nacional, ao “Prêmio Paulo Freire – Valorizando o saber e o fazer”, como o melhor projeto de tecnologia educacional alternativa do Estado do Rio de Janeiro.


Em 2001, a Audioteca passou por uma ampliação e ganhou 5 novas cabines para a gravação dos livros, contando , hoje, com um total de nove, o que possibilitou, em 2002, o início da produção digital.


Com grande satisfação, a Audioteca Sal & Luz foi agraciada com o Prêmio Fundação Banco do Brasil Tecnologias Sociais – edição 2003, por ser “uma tecnologia social efetiva: soluciona o problema a que se propôs resolver, tem resultados comprovados e é reaplicável”. Assim, passou a fazer parte do banco de tecnologias sociais, localizado no site cidadania-e.com.br.
Em 2004, teve início o projeto de parcerias para a produção dos livros, estabelecendo um novo e estratégico modelo de trabalho voluntário, levando o projeto para dentro das empresas. 




O resultado é o maior incentivo ao trabalho voluntário, com o conseqüente aumento da produção, e uma influência bastante saudável no clima organizacional.


Cabe ressaltar que qualquer um pode se associar, pagando uma pequena taxa anual e aqueles que não tiverem condições financeiras de fazê-lo poderão solicitar isenção!


"meus olhos são seus olhos"




domingo, 15 de maio de 2011

Audioteca Sal e Luz



Olá amigos,

Recebi por e-mail de uma amiga o link da Audioteca Sal e Luz e quero compartilhar com vocês!

A Audioteca Sal & Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.

Possui, hoje, mais de 1.700 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 2.700 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.
O objetivo da instituição é proporcionar, aos portadores de necessidades especiais, meios para a conquista de uma vida com qualidade.

Mais do que inclusão, desejamos viver numa sociedade que não exclua seus filhos, a despeito de todas as diferenças. Que essas diferenças sejam o estímulo necessário para nosso crescimento individual e para a construção de uma nação mais justa.

A Audioteca Sal e Luz teve início com uma pesquisa acerca da realidade do cego no Brasil em 1986. A percepção geral era de que muito pouco se fazia no país para atender às necessidades desse grupo. No ano seguinte, com um grupo de pessoas ligadas à Igreja Presbiteriana Betânia, tem início o Projeto Luz e Som, para a formação de uma biblioteca especialmente desenvolvida para pessoas com deficiência visual.

Em 1989, é criada a Instituição Tear, com 3 programas, dentre eles a Audioteca para a produção e distribuição de livros falados para deficientes visuais, que, em 1991, se estabelece definitivamente no centro do Rio de Janeiro.
Em 1998, a Audioteca Sal & Luz foi selecionada para concorrer, a nível nacional, ao “Prêmio Paulo Freire – Valorizando o saber e o fazer”, como o melhor projeto de tecnologia educacional alternativa do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2001, a Audioteca passou por uma ampliação e ganhou 5 novas cabines para a gravação dos livros, contando , hoje, com um total de nove, o que possibilitou, em 2002, o início da produção digital.

Com grande satisfação, a Audioteca Sal & Luz foi agraciada com o Prêmio Fundação Banco do Brasil Tecnologias Sociais – edição 2003, por ser “uma tecnologia social efetiva: soluciona o problema a que se propôs resolver, tem resultados comprovados e é reaplicável”. Assim, passou a fazer parte do banco de tecnologias sociais, localizado no site cidadania-e.com.br.
Em 2004, teve início o projeto de parcerias para a produção dos livros, estabelecendo um novo e estratégico modelo de trabalho voluntário, levando o projeto para dentro das empresas. 


O resultado é o maior incentivo ao trabalho voluntário, com o conseqüente aumento da produção, e uma influência bastante saudável no clima organizacional.

Cabe ressaltar que qualquer um pode se associar, pagando uma pequena taxa anual e aqueles que não tiverem condições financeiras de fazê-lo poderão solicitar isenção!

"meus olhos são seus olhos"


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Museu do Futebol para Deficientes Visuais


O Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, abre suas portas ao público hoje à noite, 1º de outubro, com uma surpresa: um áudio-guia especialmente produzido para deficientes visuais.
Serão 50 pequenos aparelho disponíveis e uma trilha com piso tátil para que o cego possa fazer o passeio desacompanhado.

Quem está comandando esse projeto é o músico, compositor e autor de trilhas para rádio e TV Hélio Ziskind.

É dele também a locução, que dura cerca de 1 hora. "Fiz uma espécie de programa de rádio, cheio de vinhetas, sons e músicas", conta Hélio. "Em cada sala, o deficiente terá duas faixas. A primeira descreve a sala, o ambiente e os objetos mais importantes. Quem quiser saber mais ouve a faixa 2".

Para tornar a visita ainda mais agradável, o Museu do Futebol terá fotos em relevo e algumas placas em braille. "O que mais gosto no museu é essa mistura de futebol com arte e cultura em diferentes épocas", afirma. "Parece a cabeça da gente por dentro".

Na verdade, Hélio teve é que quebrar a cabeça para explicar com palavras a magia dos dribles. "Pedi até a ajuda de um jogador de futebol de cegos", conta. Placas em braille da Sala dos Números e das Curiosidades.

Fonte: Grupo Retina

domingo, 23 de janeiro de 2011

Livros didáticos deverão ter versões em formato digital

Agora é lei: livros técnicos e didáticos editados no estado deverão ter versão em formato digital acessível aos deficientes visuais. A obrigação é tema da Lei 5.859/11, publicada no Diário Oficial do Executivo na quarta-feira, 5 de janeiro. O texto obriga a editora a atender toda a demanda por suas obras em formato digital acessível, seja via download ou CD-ROM.


Muitos deficientes visuais, cegos ou com pouca visão, não leem em braile (sistema de leitura pelo tato). O braile é mais difundido entre aqueles que adquiriram a deficiência já na primeira idade, ou ainda na juventude. Por isso, a tecnologia representa uma forma de inclusão mais expressiva para os deficientes visuais, pois já existem softwares livres que executam a leitura de textos expostos na tela do computador e vocalizam seu conteúdo ao usuário através do sistema de som.

FONTE:http://sisejufe.org.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

3º Prêmio Musique do Estadão

Olá Amigos,


O Renato está participando de um concurso de música no qual ele criou uma música para uma letra do Dinho Ouro Preto. O Prêmio Musique já está na 3º edição! E bem interessante e uma porta de entrada para artistas/compositores iniciantes.

Peço a todos vocês muita força e torcida! Votem nele!

Entrem no link e votem. Nem precisa de cadastro.

Valeu pela força pessoal!


Vote em mim!




http://musique.estadao.com.br/perfil,2845,1,renato-pacheco-araujo-renato-araujo



mil beijos

terça-feira, 27 de julho de 2010

Diretor Cego lança seu primeiro filme!



Cego há 14 anos, o diretor João Júlio Antunes, 44 anos, dirige seu primeiro filme. O longa "Uma vela para Deus e outra para Beto" está sendo rodado em Brasília. Para ter noção do posicionamento em cena dos atores, Antunes fica atento aos sons e tudo é medido pela inseparável bengala.

“Minha bengala tem 1,30 metro, eu mais ou menos tenho essa noção. As pessoas ficam sem entender como eu meço os espaços”, conta Antunes.

São os diretores e auxiliares da equipe que descrevem para Antunes o que vai ser gravado. “Eu estou criando a imagem do imaginário dele. Eu tenho que entrar na mente dele e ele dizer: ‘Eu quero isso’”, explica o diretor de fotografia Cláudio Luis de Oliveira como funciona a parceria. E desta forma que Antunes consegue realizar seu sonho. “Os olhos dele são os meus olhos”, diz o diretor.

Na memória de Antunes, há um banco de imagens. Entretanto, hoje tudo o que ele consegue ver é um grande branco. A dificuldade para enxergar começou na adolescência. “O médico falou que tinha alguma coisa errada. ‘Até os 45 anos, você vai estar cego’. Eu fiquei cego com 30”.

João e os irmãos têm uma doença chamada retinose pigmentar. Uma das partes do olho é a retina, formada por células que recebem a luz. Na doença, essas células morrem aos poucos. A visão periférica é a primeira a ser comprometida. A retinose pigmentar atinge uma em cada 5 mil pessoas, e em metade dos casos pode passar de uma geração para outra.

"Uma vela para Deus e outra para Beto" está sendo rodado com patrocínio público. A grande inovação do filme é a possibilidade de inclusão de pessoas com deficiência. Se não bastasse o fato de ser dirigido por um cego, o roteiro conta com atriz cadeirante. Quando chegar aos cinemas, haverá descrição falada das cenas para que os deficientes visuais possam assistir, além da linguagem de sinais para surdos. “Mas não é um filme feito pra deficientes. É um filme feito pra todo mundo!”, esclarece o diretor.


Fonte: http://i9brasil.aeaconsultoria.com.br/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mude

Olá pessoal,

Adoro este poema do Edson Marques e queria compartilhar com vcs! Ficou mais lindo ainda neste vídeo!
Vamos pensar e repensar nossas atitudes, nossa vida e nossas ações.
A vida é curta, as dificuldades são muitas e os tropeços tb, mas não podemos desistir nunca! Afinal somos ou não sosmos BRASILEIROS?


Poesia de Edson Marques
http://www.edsonmarques.bom/
http://mude.blogspot.com/


beijocas





MUDE
Mude, mas comece devagar,


porque a direção é mais importante

que a velocidade.



Sente-se em outra cadeira,

no outro lado da mesa.

Mais tarde, mude de mesa.



Quando sair,

procure andar pelo outro lado da rua.

Depois, mude de caminho,

ande por outras ruas,

calmamente,

observando com atenção

os lugares por onde

você passa.



Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.

Dê os teus sapatos velhos.

Procure andar descalço alguns dias.



Tire uma tarde inteira

para passear livremente na praia,

ou no parque,

e ouvir o canto dos passarinhos.



Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas

e portas com a mão esquerda.



Durma no outro lado da cama…

depois, procure dormir em outras camas.



Assista a outros programas de tv,

compre outros jornais…

leia outros livros,

Viva outros romances.



Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.

Durma mais tarde.

Durma mais cedo.



Aprenda uma palavra nova por dia

numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos,

escolha comidas diferentes,

novos temperos, novas cores,

novas delícias.



Tente o novo todo dia.

o novo lado,

o novo método,

o novo sabor,

o novo jeito,

o novo prazer,

o novo amor.

a nova vida.



Tente.

Busque novos amigos.

Tente novos amores.

Faça novas relações.



Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes,

tome outro tipo de bebida

compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,

jante mais tarde ou vice-versa.



Escolha outro mercado…

outra marca de sabonete,

outro creme dental…

tome banho em novos horários.



Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.



Ame muito,

cada vez mais,

de modos diferentes.



Troque de bolsa,

de carteira,

de malas,

troque de carro,

compre novos óculos,

escreva outras poesias.



Jogue os velhos relógios,

quebre delicadamente

esses horrorosos despertadores.



Vá a outros cinemas,

outros cabeleireiros,

outros teatros,

visite novos museus.



Se você não encontrar razões para ser livre,

invente-as.

Seja criativo.



E aproveite para fazer uma viagem

despretensiosa,

longa, se possível sem destino.



Experimente coisas novas.

Troque novamente.

Mude, de novo.

Experimente outra vez.



Você certamente conhecerá coisas melhores

e coisas piores do que as já conhecidas,

mas não é isso o que importa.



O mais importante é a mudança,

o movimento,

o dinamismo,

a energia.

Só o que está morto não muda !



Repito por pura alegria de viver:

a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não

vale a pena!!!! ”



do livro Mude de Edson Marques

domingo, 23 de maio de 2010

Pratique Poesia

OLá amigos,

Momento poético! Busquei esta linda poesia da minha grande amiga Ana Portugal publicada no Blog Pratique Poesia.
Espero que gostem!


ENXERGANDO NA CEGUEIRA



OLHOS? VISÃO?

ILUSÃO, DO SER E NÃO VER.

INCERTEZA DO

VER E NÃO SER.


VER? VEJO E NÃO RECONHEÇO

E VER NÃO POSSO,

COM MEUS OLHOS, QUE NÃO SEI

SE AOS QUAIS EU PERTENÇO.


VER? VEJO O QUE ME É DITO,

TOCO, TATEIO,

E NÃO ACREDITO.

VEJO, E NÃO VEJO.


ESCURIDÃO,.... PRA FORA,

CLARIDADE ME AFLORA,

VEJO A MINHA LUZ.

A OUTRA? ...NÃO ME SEDUZ.


ENXERGO E NÃO VEJO.

VER É SENTIR,

COM A ALMA TATEAR,

COM A MENTE ENXERGAR.


VISÃO CARENTE.

SENTIDO DESCOBERTO.

OLHOS FECHADOS.

MENTE ABRANGENTE.


MAR ABERTO

OLHOS QUE NÃO VÊM.

SENTIMENTOS QUE INVOCAM,

A REALIDADE QUE NÃO TÊM.


EM MINHA CLARIDADE

DOS OLHOS QUE NÃO VÊM,

MENTIRAS ME RELATAM

O REAL ME OCULTAM.


QUERO SENTIR A PUREZA,

O PERFUME DA BELEZA,

VER A REAL VERDADE,

DESPIDA DE MALDADE.


VER? VEJO,

COM OS OLHOS DO APRENDIDO,

MAS NADA ME É

RECONHECIDO.

QUANDO VEJO, É NÃO VER.


PREFIRO VER O QUE SINTO.

NA ESCURIDÃO DOS QUE VÊM.

SINTO A HIPOCRISIA

TRADUZIDA EM MENTIRA

DOS QUE SÓ VÊM O QUE CONVÊM.


NO MEU CENÁRIO NEGRO,

VEJO COM OS OLHOS DA LUZ

OLHOS SEM VER, MAS QUE RELUZ.


PRA QUE SERVEM

SE NÃO PODEM ENXERGAR

E O DOM DA VIDA CAPTAR?


BENDITA ESCURIDÃO

VER?...VEJO.

ENXERGO COM OS OLHOS DO CORAÇÃO.



ANAPORTUGAL


2006


RGTº BNRJ/ARQNAC/RJ

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fundação Dorina Nowill

Olá pessoal,

Conheçam a Fundação Dorina Nowill e se cadastrem para receber livros e revistas falados ou em braille.
://www.fundacaodorina.org.br/FDNC/Quem_Somos.html

63 ANOS DE INCLUSÃO

DO DEFICIENTE VISUAL

Há mais de seis décadas a Fundação Dorina Nowill para Cegos tem se dedicado à inclusão social das pessoas com deficiência visual, por meio da educação e cultura, atuando na produção de livros em braille, livros e revistas falados e obras acadêmicas no formato Digital Acessível, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para centenas de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil.

A Fundação Dorina Nowill também oferece, gratuitamente, programas de atendimento especializado ao deficiente visual e sua família, nas áreas de avaliação e diagnóstico, educação especial, reabilitação e colocação profissional.

Acreditamos que a educação seja o melhor caminho para a inclusão social, e ampliar essa oportunidade a milhares de deficientes visuais de todo o Brasil também depende de você.

Morre Lentamente

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,

quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Morre lentamente...

Pablo Neruda

Deficientes

Deficientes


Dentro do meu coração
Encontro forças para superar a
Frustrada tentativa de fazerem me sentir
Inválida.
Certeza eu tenho eles não conseguirão
Impossibilidade física nunca significou dependência.
Entretanto alegre eu sou, pois o " Pai" me ama
Ninguém é melhor que eu
Tristeza é o que eu sinto dos outros que com piedade me olham
Emoções dilaceram me quando digo:
Sou apenas diferente.

Vera Cristina Moreira Salles

Star Oquê?

Stargardt.

Uma doença que atinge os olhos...
que vai tirando pouco a pouco
a visão de um pessoa,
fazendo dela mais um ser especial entre nós.
Ao contrário da maioria dos cegos,
não chega a alterar a cor da íris,
não chega a “apagar” o mundo,
mas o deixa bem borrado por sinal.
Não vê detalhes.
Mistura as cores.
Só vê de muito perto
com uma mancha atrapalhando bem na visão central.

Não é nem normal nem deficiente visual total,
é simplesmente subnormal.
Não parece, mas às vezes é pior
do que se cego fosse.
Todos pensam que é brincadeira...
que você está fingindo que não vê.
O cego, você dá a mão, ajuda...
Já o subnormal, quando pede ajuda,
você acha que há segundas intenções em jogo.

As pessoas não entendem.
“Olhos tão bonitos e não enxerga direito.
Coloca uns óculos e tudo bem!”
Não adianta explicar.
O mundo não está preparado pra entender
o que não consegue ver.

Estar bem
é uma coisa de espírito.
Ainda não há cura,
mas há uma luz no fim do túnel.
Tudo bem que “quem tem Stargardt
nem consegue ver o túnel,

quanto mais a luz no fim dele!”,
como ouvi outro dia mesmo de uma portadora.
Ter a doença pode ser ruim (e geralmente é),
mas não deve ser motivo pra se enterrar em vida.
Acredito na cura amanhã ou depois de amanhã,
mas enquanto não vem, vamos levando,
vamos estudando com a ajuda de outros olhos...
eletrônicos ou emprestados de um ente querido próximo
que acredita que, apesar dos pesares,
vamos vivendo... vamos amando... vamos que vamos.

Renato Araújo
www.renatoaraujo.com



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